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Reitoria da UFDPar realiza reunião com Comando Local de Greve dos TAEs/SINTUFPI

publicado: 17/03/2026 10h26, última modificação: 17/03/2026 10h26

A Reitoria da Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar) realizou, na manhã desta segunda-feira (16), reunião institucional com representantes do Comando Local de Greve (CLG) do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal do Piauí (SINTUFPI), Subseção Parnaíba. O encontro teve como objetivo dialogar sobre os efeitos administrativos decorrentes da greve nacional dos Técnicos-Administrativos em Educação (TAEs) e tratar de pautas institucionais relacionadas ao funcionamento da universidade.

Participaram da reunião o reitor da UFDPar, professor João Paulo Sales Macedo; o vice-reitor, professor Vicente de Paula Censi Borges; o pró-reitor de Gestão de Pessoas, Aurélio Vinicius Araujo Silva; além de representantes do sindicato e da assessoria jurídica da entidade.

Na abertura da reunião, o reitor reiterou o reconhecimento institucional do direito constitucional de greve dos servidores públicos e destacou a disposição permanente da Administração Superior para o diálogo institucional com as entidades representativas. O encontro foi estruturado em dois blocos principais de discussão: os efeitos administrativos da greve e o ambiente institucional da universidade.

No primeiro bloco da reunião foram discutidos temas relacionados ao registro de frequência, ao Programa de Gestão e Desempenho (PGD), à compensação de dias parados e à definição de atividades indispensáveis ao funcionamento da universidade.

Ficou definido que o registro administrativo da greve será realizado no sistema SOUGOV, por meio do código correspondente à ausência por motivo de greve, para os servidores que aderiram integralmente ao movimento. Nos casos de adesão parcial, será realizado o registro de frequência, com indicação das ausências correspondentes. A Administração também informou que não haverá desconto salarial por motivo da greve, ficando a reposição ou compensação das atividades condicionada à elaboração de plano específico, que será discutido por meio de comissão a ser constituída para tratar do tema.

Outro ponto abordado foi a necessidade de assegurar o funcionamento mínimo de atividades consideradas indispensáveis ao funcionamento institucional, especialmente aquelas relacionadas à folha de pagamento e aos direitos remuneratórios dos servidores, incluindo progressões; aos procedimentos acadêmicos de matrícula; à assistência estudantil; e à manutenção de laboratórios de ensino.

Durante a reunião, o Comando Local de Greve informou que realizará visitas aos setores para nova rodada de discussão com os servidores que atuam nas pró-reitorias de Assuntos Estudantis (PRAE), de Ensino de Graduação (PREG) e de Gestão de Pessoas (PROGEP), para avaliação sobre a situação das atividades consideradas indispensáveis, para posterior diálogo com a Administração sobre o funcionamento desses serviços durante o período de greve.

No segundo bloco da reunião foi discutido o tema da prevenção e enfrentamento ao assédio e à discriminação no ambiente universitário. A Reitoria destacou que a UFDPar possui política institucional estruturada sobre o tema desde 2024, incluindo normativas específicas, plano setorial, ações de formação e canais formais de acolhimento e tratamento de manifestações.

Foi ressaltado ainda que o tema constitui prioridade institucional e que a universidade permanece aberta ao diálogo e ao aperfeiçoamento contínuo de suas ações de prevenção, acolhimento e tratamento de situações relacionadas ao assédio. Como encaminhamento, a Reitoria propôs a criação de um grupo de trabalho institucional, com participação da Administração e de representantes da entidade sindical, para discutir o aperfeiçoamento das ações previstas na política institucional de prevenção e enfrentamento ao assédio.

Ao final da reunião, os representantes do Comando Local de Greve e o reitor João Paulo Sales Macedo registraram agradecimentos mútuos pelo o diálogo realizado e reafirmaram o compromisso de buscar soluções institucionais que conciliem o respeito ao direito de greve com a responsabilidade pública da universidade.